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Um dia aprenderemos a amar…que não seja tarde demais.Quando crianças nos ensinam a amar, indiscriminadamente, sem preconceitos, e sem barreiras. Ame seus pais. Ame seus bichos de pelúcia. Ame seus brinquedos – sobretudo quando arrumados. Ame suas roupas. Ame o idoso que lhe sorri na rua. Ame sem medo, sem dor, sem culpa.
Quando adolescentes nos cobram uma postura diferenciada. Ame, mas não aquele amigo cheio de piercing, muito menos o tatuado e nem aquele de cabelo colorido. Ame, mas não aquela moça que anda de moto, nem aquele que não estuda e muito menos o nerd da escola. Ame, mas cuidado com tudo e com todos.
Quando por fim chegamos à fase adulta o amor já de tão calejado e selecionador de perfis que merecem o nosso amor (e só deles), já desiste de amar. Ama com medo, com culpa, com dor, com discriminação, com mil pudores, com frescura. Ama como quem duvida. Ama como quem ama por achar aquele “certo”. Ama para querer mostrar que escolheu bem. Ama simplesmente porque parece o correto a se fazer.
Amar por amar já não sabe como é. Amar por gostar já foi esquecido. Amar por querer bem até é possível, desde que o perfil se encaixe naqueles que posso amar como ensinaram a vida toda. Enquanto isso o amor puro, verdadeiro e incentivado quando criança fica no passado, numa lembrança de quando podíamos ser nós mesmos, sem medos, quando amávamos simplesmente por gostar do outro, do cheiro, do caráter, do sorriso, da voz, do olhar.
Crescemos e perdemos. Amamos, mas sofremos. Quem sabe quando chegarmos à velhice finalmente entendamos o real significado do amor e, embora com pouco tempo a curti-lo, saibamos amar plenamente.
 

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