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A família Respeito, Felicidade e Carinho chora a perda do ente querido

Faleceu na noite desse sábado o amor romântico. Com muito pesar a família – Pai (Sr. Respeito ), a mãe (Sra. Felicidade) e o irmão, o pequeno Carinho -, comunicou o falecimento do rapaz que foi levado por falência geral de todos os órgãos.

Sorridente, feliz e esperançoso, definiram seus amigos. De uns tempos para cá começou a sentir-se mal. Alguns falam que não houve nenhuma causa aparente, outros que alguns desamores de negativas à sua manifestação de amor, carinho, respeito e doação, com zombarias e ridicularizações em público aos seus sentimentos e palavras foram a gota d’ água. Queixava-se que não entendia mais o mundo, ao mesmo tempo em que definhava sem perceber.

Uma hora doía o coração, noutra os olhos e depois os ouvidos. Já percebiam que a cabeça andava à frente, comandando todas suas ações, enquanto o sentimento ia sendo deixado de lado. Besteira, dizia ele, besteira, isso passa. Mas não passou.

Não gostavam mais de sua companhia, ou raras vezes o chamavam para festas, encontros e reuniões. Do rapaz contente e amoroso que entregava palavras, flores e gestos de amor a todos, o fim como um farrapo que não conseguia mais se comunicar sem ser incompreendido e marginalizado. Deixou o mundo como quem vê um passaro vivo engaiolado e com canto triste, sem saída, sem esperança e solitário.

No velório, alguns poucos colegas e a família. Os demais se envergonhavam, quando ele ainda estava vivo, de suas manifestações de alegria e sorrisos abertos e não foram se despedir. Os poucos presentes foram para casa com uma ponta de saudade e de uma lembrança de um amor romântico que em poucas semanas seria esquecido. A vida corre, afinal, pensariam. E ali falecia o amor romântico.

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