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Quando eu fiz dez anos, percebi que julgava as pessoas mediante a sua força. Pessoas importantes, para mim eram fortes: Meu pai, todos os super-heróis, enfim, o mundo era dos fortes.Quando eu fiz vinte anos, aí então comecei a julgar as pessoas pela sua aparência física. As pessoas belas eram importantes para mim: As meninas que eu queria, os caras que eu invejava. A estética era minha grande lente.

Quando fiz trinta anos, então o que me interessava era a grana! Era importante quem tinha dinheiro, poder! O resto era papo furado, conversa de perdedor, desculpas de fracassado.

Quando fiz quarenta, a experiência tinha me mostrado que o que valia mesmo a pena era ser inteligente e comecei então julgar as pessoas pela sua inteligência. E só respeitava quem julgava ser mais inteligente que eu. Que coisa mais desinteligente!

Hoje já na casa dos cinqüenta, não tenho dúvidas: Uma pessoa vale pela capacidade que tem de amar. Depois de ter vivido cinqüenta e dois anos e visto tudo que vi percebo que só o amor na sua forma mais sublime e desapegada, o amor incondicional poderá salvar este planeta do caos que nós mesmos impomos a ele.

E, por começar a entender este amor, que transcende a meu ego, eu humildemente peço a Deus que quando chegar aos sessenta pare de julgar as pessoas. Sejam elas como forem, feias, bonitas, ricas, pobres, fracas ou fortes, inteligentes ou não. Quero poder aceitar a todos como verdadeiros irmãos. Até porque somos bem parecidos com fraquezas, forças, vícios e virtudes bem semelhantes. Quem sabe um dia eu poderei enxergar a luz que existe dentro do ser e poder ver o mestre num menino, um sábio num mendigo, um monge num assassino. Às vezes eu penso que se a gente parasse de julgar uns aos outros e utilizássemos esta energia para observar cada um o seu próprio comportamento, ocuparíamos todo o tempo disponível a ponto de não dar para administrar a vida alheia e as relações seriam bem mais produtivas.
Não acha?
Para conhecer mais sobre a Monica Santos: http://monykinha.zip.net/

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